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quarta-feira, 14 de março de 2012

Resenha - A Menina Que Não Sabia Ler

   Olá, pessoas, como estão?! Eu sei, eu sei, querem me matar por atrasar tanto a resenha e o sorteio. O blog ficou parado demais nessa primeira quinzena de Março, eu, mais que todos, me entristeço com isso. Finalmente, eu terminei o livro! O livro é ótimo, mas nada de spoilers e:


Vamos à Resenha!


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Título Original: Florence and Giles
Gênero: Ficção 
Autores:John Harding
Edição:
Ano: 2010
Editora: Leya
INBS: 49788562936111
Nº de Páginas: 282
Sinopse:
   1891. Nova Inglaterra. Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender seu irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros - únicos companheiros e confidentes - antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?


   Começarei essa resenha abordando algo peculiar: a escolha do título. Como você leu acima, o título original é "Florence and Giles" e esse nome se enquadra, de certa maneira, com o enredo do livro, afinal, percebe-se pela sinopse, que o livro apresenta a luta de Florence para proteger seu pequeno irmão, entretanto eu considero "A menina que não sabia ler" algo muito mais chamativo. A adaptação do título conversa com o enredo de forma singular, fazendo menção a uma ironia existente no decorrer da estória e, ao meu ver, é mais atrativo.

   Inicialmente, achei que o livro seria algo parecido com "A menina que roubava livros", afinal Liesel Meminger também não sabia ler, mas, felizmente (só pelo fato de eu gostar de surpresas), o livro tomou um rumo totalmente diferente, a começar pela protagonista. Florence é um prodígio no saber, autodidata como as que não se encontram mais hoje em dia, além de possuir uma sagacidade sem limites. Dá para perceber o amadurecimento da personagem conforme passam os parágrafos e, no final, houve uma pequena mudança no meu conceito sobre a Florence, suas atitudes finais não me agradaram e ainda distruiram um possibilidade de reviravoltas nos últimos capítulos.

   O livro não possui muitos personagens. Narrado sob o ponto de vista único de Florence, se passa com os moradores da mansão Blithe, sejam os empregados ou as crianças, com a única exceção de Theo, que é muito relevante, e alguns persongens passageiros, como a sra. Van Hoosie e o capitão Haidleigh. 

   A descrição inigualável de Florence me fez pensar se ela não atribuiu, ou melhor, transformou os atributos psicológicos em aparência física. O fato é que a descrição dela muitas vezes nos prega peça: afinal seria isso a verdade ou mera ilusão e sonhos infantis? Garanto que levei essa pergunta comigo até o final da leitura e a resposta eu vou deixar por conta de vocês, principalmente do sortudo que levar o livro.

   O livro faz menção aos antigos costumes onde as mulheres eram proibidas de estudar, mas o tempo onde o livro esta situado esse preconceito já fora "superado", fazendo uma crítica que nem sempre os desafios foram "superados", ou seja, sempre haverá uma força opressora. Felizmente, as mulheres hoje tem esse direito, e, como não fiz nenhum post no Dia Internacional da Mulher, parabéns mulheres, por todo o esforço e pelas conquistas! Hoje são vocês que dominam os blog literários!

   Apenas duas coisas me incomodaram no livro inteiro. Primeiro, há momentos em que Florence cospe informações, como os dois parágrafos destinados a narrar os meses em que a primeira preceptora esteve na mansão e, segundo, que, as vezes, ela faz declarações as quais não justifica dizer "Giles é a minha metade" é algo muito vago, e ela faz alegações de raiva, tristeza e amor sem me informar o porquê.

   Quanto ao material, eu o achei de ótima qualidade. Tem gente que não gosta, mas eu amo os livro com papel leve, afinal eu os carrego para cima e para baixo e não é legal carregar peso. Entretanto, o corte das páginas foi feito de mal jeito, como se cortado com uma tesoura cega, entende? Não me agradou, mas quando comprei não percebi isso. 

   E nota final de A menina que não sabia ler é:




   E só não ganhou nota máxima porque bem para o fim eu achei que encontraria mais reviravoltas, infelizmente a coisa ficou muito parada e não me agradou, mas confesso que a narração me deixou com medo, com ansiedade e com receio de olhar o espelho! (piada para quem já leu!)


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